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O poder das palavras



Somos seres diversos em vários aspectos, como somos nas múltiplas formas de comunicação. A comunicação é parte fundamental e natural da espécie humana, particularmente através do uso de palavras. Construímos um arsenal de significados, uma linguagem propriamente humana.


Nossas falas são uma representação de ideias, pensamentos e desejos, por isso, somos responsáveis pela maneira como nos referimos uns aos outros e pelo efeito das palavras em quem as ouve. O uso de palavras equivocadas reforça estigmas sociais e contribui com a exclusão de pessoas.

Como podemos mudar esse cenário de exclusão?



Cada pessoa é única e tem seu jeito de ser. Não podemos esquecer que doenças, deficiências e condições, incluindo questões de saúde mental, não são escolhas.


O respeito e a empatia presentes em discursos referentes à saúde mental são medidas que colaboram com o esforço de normalizar a multiplicidade humana e impedem que a saúde mental seja reduzida a algo desimportante.


Para se referir àqueles que convivem com doenças como depressão ou TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) podemos evitar linguagens casuais, expressões depreciativas e termos redutores, como "doido" ou "é assim porque quer” ou “não se esforça". Essas mensagens podem inclusive agravar os quadros de saúde dessas pessoas.


Como podemos trabalhar melhor com a linguagem a fim de incluir as diferenças?

- ter empatia às diferenças;

- optar por palavras e expressões que valorizem as pessoas, fugindo de expressões que limitem o indivíduo a uma única característica;

- buscar conhecer mais profundamente as características de cada condição diferente da sua;

- corrigir pessoas que usam termos indevidos, sugerindo o uso dos termos corretos.


Sejamos diversos também nas formas de incluir as diferenças e de diminuir o estigma com que se fala de certas condições.


O que você faz para ser mais empático e inclusivo?